(via loudandfearless)
Sim, mais um vez eu fui fraca, mais uma vez quebrei minha promessa de não fazer isso de novo, mas agora que já foi feito não adianta ” chorar pelo leite derramado ” .
(Source: imn0tme, via scars-of-silence)
(via scars-of-silence)
(Source: mister-self-destructive, via scars-of-silence)
Carta de suicídio. Escrita com a mão tremula, deixada no chão do banheiro.
“Provavelmente quando você estiver lendo esta carta eu já não estarei mais aqui. Doí muito ter que escrever isso, mas eu não poderia partir sem dar um adeus para todos que realmente se importavam. Se quiserem chorar, chorem. Mas não briguem comigo, por favor. Só eu sabia o quanto estava vazia pra continuar aqui. Eu não aguentava mais sofrer, pela falta de amor que o mundo me dava. Mãe, sabe quando eu falava que estava bem? Eu realmente não estava. Me desculpa? Queria que você fosse capaz de me perdoar por te deixar sozinha. Por não querer a tua ajuda. Mas eu estava tão quebraba por dentro que nem sabia se conseguia amar alguém. Eu nem conseguia me amar. E foi isso que eu fiz. Eu cortei a minha dor pela raiz. Eu tentei. Todos os dias que chegava da escola, eu ia para meu quarto tentar matar um pouco da minha dor. Eu estorava meus pulsos de tanto me cortar. Eu desejava morrer todos os dias. Sabe quando nada mais faz sentido? Então. Eu descontava todo o ódio que eu tinha em bebidas e gastava todo minha mesada em cigarros. Eu queria me matar aos poucos. Eu queria acabar com tudo isso que acontecia dentro de mim. Eu estava acabada. Pra mim não fazia sentindo viver assim, sem amor. O meu suicídio começou por dentro. Eu já estava morta por dentro. Do que adianta viver se você não saber mais o significado da vida? Eu só era mais uma, que não fazia importância pra ninguém. É melhor assim, sabe. Agora eu não vou mais dar trabalho. Eu só era um incomodo pra todos vocês. Não foi falta do amor de você papai, nem de você mamãe, mas eu era um caso perdido, eu nasci torta e morri torta. Foi o mundo que não me deu amor, só meu deu uma nostálgica realidade da vida. Eu não sei amar, eu sou toda errada, ah meu deus! Eu devo ter um problema muito sério, não? Parecia que na minha testa tinha uma tatuagem escrita “não chegue perto, escrota e metidinha” porque sempre foi assim que os outros me viam. Mas como podiam me odiar tanto assim? Boa pergunta. Mas foi assim que eu me criei, sem confiar em ninguém, sem conviver com ninguém. Sempre sozinha. E eu sentia tanta vergonha de mim, que eu comecei a demonstrar isso em meus pulsos. Mamãe, se lembra quando você perguntou porque meus pulsos estavam tão arranhados? Então foi quando eu comecei a ter mais cuidado. Eu comecei a me cortar em lugares mais discretos. E comecei a arranjar outros refúgios, como o cigarro e a bebida. Eu saia a noite para baladas e transava com caras que eu nunca tinha visto na vida, porque eles me davam dinheiro para mim conseguir pagar a conta do bar. Eu saia toda a noite e ficava bêbada. Eu estovara meu dinheiro pra poder comprar meus cigarros. Eu me estragava todas as noites. Cada dia eu ficava mais viciada. Eu tinha tanta vergonha de mim, eu tinha odio de tudo isso acontecer comigo. Meu Deus do céu, eu destruí minha vida tentando curar uma ferida que me matava todos os dias. Eu procurava nas bebidas e no cigarro descontar tudo oque eu sentia. Eu queria uma cura para a minha doença. Mas será que ninguém nunca iria conseguir me entender? Eu já estava morta! Agora eu só fiz um favor para mim. Para parar de tentar achar uma cura para a minha dor. Você pode se viciar em um certo tipo de dor, mas eu já estava morta por causa dela. Eu já estava viciada no meu ódio. Nessa merda que estava acontecendo. Vocês não sabem o quanto eu tive que aguentar calada. A quanto tempo eu me trancava no quarto e chorava. Mas eu já estava seca por dentro. Eu precisava fazer a minha dor sair de algum modo. Eu cortava meus pulsos e minhas pernas pra poder escapar um pouco dessa coisa que me prendia todos os dias. Eu estava dependente de algo que nunca iria me deixar viver em paz. E sabe oque eu fiz? Depois de tantos anos com essa ferida aberta no meu peito? Eu pus um fim nisso. Eu ia me destruir todos os dias, para tirar essa dor do meu coração, mas o que adiantaria? Eu estava morta. Morta de sentimentos, talvez. Eu não sabia o porque de eu dar uma continuação para isso. Eu decidi ser feliz, talvez em outro mundo ou em outra dimensão quem sabe. Mas, aonde quer que eu esteja, eu vou estar mais tranquila lá. Longe de tudo oque me fazia mal. Depois de arrebentar meus pulsos eu preparei um banho bem quentinho, já preparei alguns remédios para dormir e alguns calmantes, acho que de tanto sofrer aqui, deveria morrer sem nenhuma dor, dormindo, sabe? É difícil deixar as poucas pessoas que me amam, neste mundo horrível, onde a sociedade impõe tudo oque os outros devem fazer. Não ligue para eles, são tudo um bando de hipócritas. Eles sim, devem ter sido muito mais infelizes do que eu. Deles eu tenho pena. Se rebaixaram tanto pra fazer uma pessoa sangrar. Eles vão sentir a dor que eu senti. Pena que eu não vou estar mais aqui para ver eles sofrendo. Vingança? Não, apenas a lei do retorno. Não vamos dizer isso como um adeus, por favor, não. Mas como um até logo. Eu sei que isso foi melhor para todos. Eu tirei um peso das costas de vocês. E eu, consegui libertar-me dessa dor que me matava pelos poucos, então, fiquem felizes por mim.“ — colaps0
(via pequena-suicida)
(Source: insanity-and-vanity, via pequena-suicida)
(Source: badbitchesimtheleader, via pequena-suicida)
(Source: paranoiapoetica, via esconder-me)
(Source: aspiretobeinfinite, via scars-of-silence)
(via pequena-suicida)
Carta de uma louca suicida, encontrada amassada ao lado da banheira. 14 de maio de 1994, Nova York.
Escrevo no papel, nesta carta, palavras que talvez possam parecer sem sentido pra você, mas para mim é uma forma de expressar pela ultima vez meus sentimentos frustrados. Sou fraca, por recorrer ao papel, mas sinto que as pessoas são também fracas e inúteis demais para me ajudarem, ou sequer para perceberem o que se passa à minha volta. Mas na verdade elas nunca tentaram saber o motivo dos meus choros repentinos, somente me julgaram como louca. A louca que se isola de todos, que chora calada e sem motivos. Sem motivos? O meu mundo está de pernas para o ar e ainda me dizem que é sem motivos? Vocês são verdadeiramente um bando de idiotas. Sinto nojo das pessoas… Como podem elas cometer tão grandes erros, e não conseguir perceber o que cometeram? Sinto-me perdida em meio a tanta gente falsa e hipócrita. Estou rodeada de pessoas e ao mesmo tempo, tão só. Lembro-me perfeitamente das tardes gélidas de domingo, quando tudo parecia frio principalmente meus sentimentos, e é claro mais uma vez ninguém se importou com os melodramas da louca. As palavras machucam, acredite, e depois de tanto sofrer eu mudei e talvez a mudança tenha me trazido a loucura, ou melhor, a realidade que não conhecia. Passei a ver o mundo com os olhos da realidade, percebi que ninguém é feliz são somente mascaras que escondem o sofrimento. Mas que saber, eu cansei. Não aguento tudo isto, sinto que esta vida não foi feita para mim, e que estarei melhor noutro local qualquer. Pai e mãe me desculpem, mas será melhor assim acreditem. Já estou morta faz tempo – mas ninguém percebeu, somente irei acabar com a história logo de uma vez. Quando lerem isso, acredito que já estarei morta, finalmente estarão livres deste encosto. Chega, já perdi tempo demais neste mundo, cansei das pessoas, cansei dessa vida. E por ultimo quero deixar um aviso: ‘cuidado!’, vocês poderão seguir o caminho desta louca que vos escreve, afinal, o suicídio começa por dentro. Adeus - Kah (Carrossel-Florido)
(via pequena-suicida)